MAPUTO – As intensas precipitações que fustigam o território nacional estão a causar danos severos na rede de estradas de Moçambique. Segundo uma nota oficial da Administração Nacional de Estradas (ANE), a circulação rodoviária está gravemente comprometida ou totalmente interrompida em vários pontos estratégicos do país devido ao galgamento de plataformas, erosão e danos em aquedutos.
A situação afeta com maior gravidade as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Zambézia, Nampula e Niassa. Equipas técnicas já se encontram no terreno, embora a persistência das chuvas dificulte os trabalhos de reposição da transitabilidade.
Ponto de Situação por Região
Região Sul: Maputo, Gaza e Inhambane
- Maputo: Cortes prolongados na EN1, EN2 e vias regionais afetam o acesso a Boane, Magude, Marracuene e Manhiça devido à subida do caudal dos rios.
- Gaza: A EN221, EN101 e EN1 estão intransitáveis. As ligações entre Chibuto, Chókwè, Guijá, Mabalane, Mapai e Massingir encontram-se interrompidas por alagamentos e danos infraestruturais.
- Inhambane: Registam-se cortes nos distritos de Morrumbene, Mabote, Zinave e Pande causados pelo arrastamento de solos e cheias nos rios.
Região Centro: Sofala, Manica e Zambézia
- Sofala: A estrada Guara-Guara/Vila do Búzi sofreu cortes extensos pelo transbordo do rio Búzi.
- Manica e Zambézia: O escoamento de bens é dificultado pelo desabamento de pontes, alagamentos prolongados e erosão severa nos encontros das infraestruturas.
Região Norte: Nampula e Niassa
No Norte do país, comunidades estão isoladas após o arrastamento de pontes metálicas e o galgamento de travessias, o que paralisou o tráfego interdistrital.
Recomendações da ANE aos Automobilistas
Dada a instabilidade da rede viária, a ANE emitiu as seguintes diretrizes para garantir a segurança dos utentes:
- Planeamento: Os condutores devem planear as viagens com antecedência e evitar os troços sinalizados como críticos.
- Restrições de Peso: É proibida a circulação de veículos com peso superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas para evitar a degradação total das vias.
- Segurança: Não tentar atravessar plataformas galgadas ou zonas com erosão visível nos taludes.
“As chuvas continuam a dificultar a intervenção direta, mas a monitoria é constante para garantir que a reposição seja feita assim que as condições meteorológicas o permitam,” refere a ANE.


