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Preço do coco dispara em Maputo devido ao corte da N1 e escassez no mercado

O impacto das cheias na província de Gaza e o corte na Estrada Nacional Número 1 (N1) já se fazem sentir nos mercados da Cidade de Maputo. O coco, um dos produtos base da culinária local, tornou-se escasso e o seu preço disparou nos principais pontos de venda, incluindo o Mercado Grossista do Zimpeto.

Na manhã desta quarta-feira, o cenário no Zimpeto era desolador para os compradores: apenas um vendedor ainda dispunha do produto. A situação repete-se ao longo da Avenida de Moçambique, onde os revendedores a grosso enfrentam dificuldades extremas para repor os seus inventários.

Manobras arriscadas para garantir stock

Perante a interrupção do fornecimento habitual vindo das províncias de Gaza e Inhambane, os vendedores locais recorrem a “manobras” para conseguir o produto. Maria Bila, vendedora local, descreve o esforço físico e financeiro para manter o negócio vivo.

“Hoje em dia não é fácil ter coco. Saímos daqui para a Matola-Gare a pé, à procura de coco nas casas. Temos de pagar a alguém para subir aos coqueiros e ainda pagar o transporte. São muitas despesas e o negócio está a tornar-se muito complicado”, lamentou a vendedora.

Inflação no prato do consumidor

O aumento dos custos de aquisição reflete-se diretamente no bolso dos cidadãos. O que antes era um produto acessível, agora exige uma ginástica financeira por parte dos consumidores:

  • Preço de Aquisição: Revendedores compram agora o coco a 60 Meticais por unidade.
  • Preço de Venda: Para garantir uma margem mínima, o preço final ao consumidor chega aos 85 Meticais.
  • Mudança de Hábitos: Famílias que habitualmente compravam três cocos para uma refeição estão agora a reduzir o consumo para apenas uma unidade ou a procurar alternativas mais baratas.

Apelo à reposição da transitabilidade

Para muitos revendedores, o negócio deixou de ser lucrativo, levando alguns a abandonar a atividade. O setor clama agora pela reabertura célere da N1, conforme prometido pelas autoridades, como única solução para normalizar o fluxo de mercadorias e estabilizar os preços no mercado da capital.

Nota Económica: A escassez de produtos de primeira necessidade em Maputo é um reflexo direto do isolamento logístico provocado pelo transbordo do Rio Incomáti, que continua a condicionar a principal via de abastecimento do Sul do país.

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