Enquanto milhares de moçambicanos acreditam, vibram e torcem pela vitória dos Mambas frente às Super Águias, há também quem encare este momento com inquietação e descrença, recorrendo a discursos marcados pelo pessimismo.
Frases como “os Mambas serão goleados, não jogam nada e hoje encontraram um bom adversário” ou “não há como passar, a Nigéria é forte”, multiplicam-se nas conversas e nas redes sociais, como se o desfecho estivesse decidido antes mesmo do apito inicial.
Estas vozes parecem disputar entre si o título de mais pessimistas, esquecendo que o futebol não se resume apenas a nomes sonantes ou a favoritismos históricos. Esquecem que o jogo também se constrói com coragem, entrega, esperança e, muitas vezes, surpresa.
Ao reduzir o confronto às individualidades do adversário, ignora-se o valor do coletivo moçambicano, que conta com jogadores como Reinildo, Mexer, Calila, Catamo e Domínguez, atletas que representam mais do que talentos individuais: representam um grupo unido e determinado.
O antigo Presidente da República classificaria tais atitudes como próprias dos “apóstolos da desgraça”, aqueles que anunciam o fracasso antes da batalha, como se acreditar fosse um erro e apoiar Moçambique, uma ousadia.
No futebol, porém, a história mostra que nem sempre vence o mais forte no papel, mas sim quem acredita, luta e honra a camisola até ao último minuto.


