MAPUTO – O risco de colapso da barragem de Senteeko, localizada na África do Sul, continua a ser uma preocupação crítica para as autoridades moçambicanas. Mesmo com a redução do nível da água registada este domingo, 25 de janeiro, a estrutura permanece em estado de alerta máximo devido à sua fragilidade estrutural.
De acordo com informações apuradas, embora a erosão tenha abrandado ligeiramente, o vertedouro da barragem está severamente instável. As autoridades sul-africanas alertam que a infraestrutura pode ceder sem aviso prévio, resultando numa descarga hídrica massiva e desordenada.
Deterioração Irreversível
O Departamento de Água e Saneamento da África do Sul confirmou que a barragem apresenta danos graves e irreversíveis. O cenário atual aponta para a possibilidade real de uma libertação descontrolada de água, o que agravaria a já delicada situação hidrológica na região.
Impacto em Moçambique
Moçambique mantém uma monitorização constante da situação através das suas bacias hidrográficas. Um eventual colapso da barragem de Senteeko teria repercussões diretas e imediatas nas zonas atravessadas pelo rio Incomáti. As áreas em maior risco de inundação severa incluem:
- Xinavane: Ponto de entrada e zona de cotas baixas.
- Manhiça: Região agrícola e residencial altamente vulnerável ao transbordo do rio.
- Marracuene: Zona de foz que já enfrenta dificuldades de escoamento.
“O vertedouro permanece estruturalmente instável. Moçambique continua a acompanhar a situação com atenção devido ao impacto que a libertação descontrolada terá no curso do Incomáti”.
As autoridades de gestão de águas em Moçambique recomendam que as populações residentes nas margens do rio Incomáti mantenham a vigilância e evitem atividades próximas ao leito do rio, dada a imprevisibilidade do cenário a montante.


